quarta-feira, 11 de junho de 2014

De que cor é a morte?

De que cor é a morte?
Transparente, cor das lágrimas gordas
que me doem ao desvanecerem-se no rosto?
Branca, desbotada, cor do meu bocejo
de encontro ao ar frio onde me encosto?
Ou preta? Cor de mim por dentro?

A existência esqueceu-se de que era enigma.
A morte lembrou-se de que era a resposta.

“Cala-te!” – grito para o despertador sonante
que me acorda para a morte.
“Só mais cinco minutos…” – sussurro,
enroscando-me nos poucos cobertores
que ainda me aquecem a vida. 

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